domingo, 29 de novembro de 2009

A feira japonesa

Acabei de voltar da XIII feira do Japão em Recife, no Recife Antigo. Passei a tarde e esse pedaço da noite lá, parecendo uma velha atrás de uma cadeira pra sentar. Mas bem, essa não foi a pior parte.
Cheguei no Recife Antigo e levei um susto: parecia dia de carnaval. Até fantasia tinha. Quem dera fosse só os cosplays, mas parece que a "sociedade alternativa" recifense resolveu pagar de "harajuko". Não nego que admiro a coragem deles de se vestirem daquele jeito nos dias de hoje, onde as pessoas reparam mais na roupa do que no conteúdo. Porém, poderiam ter usado modelos "exóticos" mais bonitos.
Pessoas por todos os lados, não dava pra ver as barracas. Decidimos dar uma pausa enquanto Josy não chegava e ir até na frente do Paço Alfandega ver a gravação do Pastoril de Dani, minha colega do teatro e outros cursos de interpretação. Ver aquela multidão de pessoas toscas desaparecendo foi tão bom que era demais pra ser verdade: um motherfucker num prédio resolve jogar em nós um ovo. Por sorte não nos atingiu, mas respingou um pouco nas nossas pernas.
Josy chega. Voltamos ao inferno dos olhos puxados.
Agora estava mais fácil de andar e olhar com calma as barracas. Tava bem interessante mesmo, o artesanato tinha várias coisas que não relacionamos quando pensamos em "origami" etc. Logo depois começou um show no palco do Marco Zero e fomos até lá. Ficamos na calçada, que poderia ser comparado a um camarote: pouca gente e pouca animação, além das cadeiras (não, não tivemos a sorte de pegar uma). Um grupo de dança japonesa dançou 4 vezes, as 4 com coreografias que se repetiam e pareciam ter sido feitas especialmente para pessoas com dificuldades. Me diverti e até dancei. O cara que tentava animar animava mesmo: rimos muito da cara dele. O seu "uhuuul" que virou um bordão, me fez pensar se ele estava sentindo dor no final. Só faltava dar umas tossidas e pronto: o socorram!
Bom mesmo foi o desfile. Quando a primeira menina entrou, pensei se seria um desfile do começo do século XX até os dias de hoje. Mas não, é a nova moda "lolita" do Japão, e eles ainda disseram que chegará em breve no Brasil. Calma, meninas, a moda Lolita é super fácil: pegue a roupa de uma boneca Amiguinha, faça marias chiquinhas, coloque uma fita no cabelo e pronto! Ah, não posso esqueceu da embaixadora da cultura pop do Japão, que nos cumprimentou com alegre "Bom dia!" às 19:00h. (Fuso horário do Japão, ela não tem culpa, né?), e o pessoal fez uma sacanagem logo depois: gritaram "Burra!" e a coitada sorriu acenando para a plateia.
Tinha horas que eu pensava se o coletivo de idiotice era o Recife Antigo naquela hora, mas o que vale é se divertir, certo? Alguns se divertiram fazendo corações pra embaixadora Calaí (ou sejá lá como se escreve), outros (como eu) se divertiram com as besteiras das pessoas presentes.
Apesar dos pesares, acho que a feira se saiu bem nos mostrando a cultura japonesa (até dados geográficos que o "animador uhuuuul" dava entre uma apresentação e outra), o pessoal entrou no clima e os enfeites estavam legais. Valeu a pena pra quem saiu antes das 20:30h (ou seja, eu não me enquadro).
E quem não tava gostando também não teve problema: não faltou maracatu, principalmente à tarde no Marco Zero. As rodinhas com o pessoal dançando contagiavam. Ah, sem falar no pastoril da minha amiga, claro, que estava lindo :)
Mas chega de olhinhos puxados por um bom tempo. Foi essa a conclusão ridícula que tirei depois deste domingo. Arigatô!

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