Levei um susto quando li que “Lula está com Collor e não abre”. Vi a foto, continuei sem entender. "Quero fazer justiça ao senador Collor, que tem dado sustentação ao trabalho do governo no Senado", dizia Vossa Excelência na matéria. É, pelo visto, aquilo não era nenhuma “pegadinha do Mallandro”.
Eu sou a favor do governo Lula, nunca tive vergonha de dizer isso, nem é agora que terei. Vemos com freqüência nos jornais – impressos ou televisivos – como o Brasil está crescendo. No Jornal da Globo da semana passada, comentava-se a queda do desemprego no país. A revista Veja (isso mesmo, até a revista Veja) hora ou outra fala da valorização do Real, do crescimento econômico do Brasil. Peguei uma Época esses dias e comparei com uma de março, e ambas mostravam que Lula é o presidente de maior popularidade do mundo. Falando nisso, seu governo tem a melhor aceitação da história. Ah, e tem mais: eu, que sou do Nordeste, sei o quanto a região cresceu nesses últimos 7 anos, região sempre esquecida por políticos que só lembravam do nosso valor na época das eleições.
Porém, não posso negar que nosso presidente dá motivos para falarem dele.
Lula não terá direito ao terceiro mandato, e é Dilma Rousseff a possível candidata que tentará manter o PT no cargo mais importante do país. Diferentemente de Lula, Dilma não é tão popular assim, o que nos faz pensar numa frase “todo apoio é pouco nessas horas”. Sarney que o diga.
José Sarney, presidente do senado, é o tipo de político que queremos ver bem longe. Prova disso são as várias críticas em relação a ele, feitas por jornalistas e humoristas, além da manifestação #forasarney, que começou no Twitter e em blogs, e depois até tomou conta das ruas de São Paulo. Quem o criticava muito também, entre 1985 e 1990 era justamente o presidente Lula, só que nessa época o presidente era quem? Sarney. Porém, Lula não entrou na mesma onda do Fora Sarney, e, fazendo uma “controvérsia” com a história, o apóia contra o movimento de cassação. Sarney – o distribuidor de empregos para familiares – alegou que ter seu cargo cassado era algo que atrapalharia a campanha de eleição de Dilma.
No último ano do mandato de José Sarney, em 1989, Lula enfrentou Fernando Collor de Mello. A troca de farpas entre os candidatos à presidência foi pesada: Collor acusava Lula de ter tentado convencer uma ex-namorada a fazer aborto. Lula dizia que Collor, enquanto governador de Alagoas, causou prejuízo aos cofres públicos. O resto da história você já sabe: Collor foi o que mais convenceu o povo brasileiro e tornou-se Presidente da República. Mas isso foi por pouco tempo.
Em 1992, 2 anos após assumir a presidência, Pedro Collor, irmão de Fernando, o denunciou por um extenso esquema de corrupção que foi comandado pelo tesoureiro da campanha presidencial, Paulo César Farias. Não tardou para o processo de Impeachment, e enquanto o país aguardava a decisão, os estudantes saíram às ruas e uma grande manifestação pedia o afastamento do presidente. O #foracollor da época. Para o bem de todos e felicidade geral da nação, houve a renúncia de Collor.
Para Lula, parece que todo esse “inferno astral” do atual senador de Alagoas contribuiu para algo, na hora que ele elogia Collor. Tenho certeza que para muitos brasileiros pouca coisa mudou, além da memória curta do povo.
Acontece que, na política, não se tem “inimigo”, tem-se “adversário”. E na hora que isso acaba, por que não rasgar um pouco de seda quando necessário? Afinal, isso é comum em qualquer profissão. Atenção: eu não disse que isso é correto. É, apenas, “normal”. Eu vejo pelo menos um lado bom nesse trio: fazer textos imparciais ficou fácil.
Se Lula é um bom amigo, confiável, sincero, eu não sei, e isso não faz diferença. Só posso dizer que, pelo que eu vejo todos os dias, seu mandato fez bem ao país na medida do possível. Não se faz um país de primeiro mundo em 8 anos, mas basta apenas 1 para destruí-lo. E, graças a Deus, o Brasil não piorou desde 2002. Agora é esperar para 2010.
"Está chegando o ano eleitoral e eu não posso falar de eleição. Mas eu só vou dizer uma coisa para vocês. Podem escrever: eu vou fazer, eu vou ajudar a eleger a minha sucessora neste país. Ou sucessor", afirmou o presidente.
sábado, 1 de agosto de 2009
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